“É raro um festival acontecer durante tantos anos, de forma ininterrupta, e sem perder a sua essência.”

 

O Jornal Estado de Minas publicou uma reportagem sobre o Festival Nacional da Canção (Fenac). Você pode conferir na íntegra clicando aqui

 

Depois de percorrer seis cidades do Sul de Minas (São Lourenço, Extrema, São Tomé das Letras, Coqueiral, Guapé e Nepomuceno), o Festival Nacional da Canção (Fenac) definiu os 24 semifinalistas de sua edição 2018 no fim de semana passado. O grande vencedor vai ser conhecido no próximo fim de semana, em Boa Esperança. Bandas e artistas das cinco regiões do Brasil disputam o troféu Lamartine Babo.A etapa de Nepomuceno classificou os quatro últimos concorrentes, no sábado (1/9) à noite. A cidade integrou pela primeira vez o circuito do festival, que está em sua 48ª edição. Os selecionados foram Júnior Almeida e a dupla Robertho Ázis e Tavinho Limma, do estado do Rio de Janeiro; Zé Alexandre, de Poços de Caldas (MG), e a baiana Laís Marques.
A classificação para a final mostra domínio das mulheres na interpretação – são 14 cantoras e 10 cantores defendendo as composições. O festival premia, além da melhor letra, a performance do intérprete da canção vencedora. Laís Marques, de 31 anos, que é de Uruçuca, no Sul da Bahia, concorre cantando ela mesma uma música de sua autoria – Tem mulher nesse forró. A cantora e compositora se alegra com o fato de o trabalho das mulheres estar em evidência no Fenac.
“O mais bacana é que, com essa música, disputei um Festival em Itaúnas (ES), que tinha como tema a mulher. O forró é um universo muito masculino. Minha composição tenta fazer essa desconstrução e provar que a mulher também sabe tocar, cantar e compor nesse gênero”, diz a artista, que tem um trio de forró feminino em Ilhéus, onde vive.
A música surgiu por acaso na vida de Laís. Quando foi estudar turismo e hotelaria em Itacaré, também no litoral Sul baiano, a 35 km de Ilhéus, ela percebeu que as duas coisas podiam caminhar juntas. “Todo lugar tem um barzinho com música ao vivo. Comecei tocando violão na adolescência e, quando vi, já estava cantando, compondo, tocando. Hoje, a minha principal atividade econômica é a música.”

BONS OUVINTES Não é a primeira vez que Laís Marques disputa o Festival Nacional da Canção. “Fico tão feliz de fazer parte desse festival. É algo tão grandioso. Espero ganhar, mas já estou muito satisfeita de estar nesse grupo seleto. Acho que o que está faltando no Brasil não é boa música, mas bons ouvintes e o Fenac traz isso”, afirma.

 

 

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